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Projeto naval avança em Simões Filho e amplia atuação da indústria baiana

Embarcação será construída em Simões Filho com investimento de R$ 230,2 milhões e previsão de entrada em operação no segundo semestre de 2027

Redação
Por: Redação
18/08/2026 às 10h25 Atualizada em 18/08/2026 às 10h54
Projeto naval avança em Simões Filho e amplia atuação da indústria baiana
ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca. Foto: Divulgação

 

A indústria naval baiana ganhou um novo marco nesta segunda-feira (17), com o avanço da construção do Belov Arembepe, embarcação que será utilizada em operações de apoio à atividade offshore. O projeto, desenvolvido pelo Estaleiro Belov, em Simões Filho, prevê investimento de R$ 230,2 milhões e tem conclusão estimada para 2027. A iniciativa também está associada à geração de empregos e à movimentação da cadeia produtiva ligada à construção naval no estado.

O empreendimento entrou na fase de montagem estrutural após o posicionamento do primeiro bloco do casco. A embarcação pertence à categoria SDSV (Shallow Diving Support Vessel), destinada a atividades como inspeção, manutenção e apoio a operações de mergulho e veículos submarinos remotamente operados, conhecidos como ROVs.

Com 40,5 metros de comprimento e 10,98 metros de largura, o Belov Arembepe foi projetado para atuar em operações relacionadas a estruturas offshore. A embarcação deverá ser empregada em serviços de inspeção e manutenção de plataformas da Petrobras ou de empresas contratadas pela estatal.

A construção teve início em fevereiro e segue um cronograma de aproximadamente 18 a 19 meses. A previsão é que o navio seja entregue no segundo semestre de 2027. Será a quarta embarcação SDSV incorporada à frota do Grupo Belov e a terceira construída no próprio estaleiro baiano.

O projeto conta com financiamento do Fundo da Marinha Mercante (FMM). Segundo informações do setor, foram aprovados R$ 115 milhões em recursos do fundo para a construção da embarcação. O modelo de financiamento integra a política de apoio à indústria naval brasileira, com recursos destinados à construção, modernização e reparação de embarcações.

A nova unidade também está vinculada a um contrato de quatro anos firmado entre a Belov e a Petrobras. O acordo faz parte de um conjunto de contratos que inclui outras três embarcações — Belov Humaitá, Belov Amaralina e Cidade Ouro Preto —, com valor global estimado em R$ 2,7 bilhões.

O avanço do projeto ocorre em um momento de retomada de investimentos na indústria naval brasileira. Na Bahia, a carteira de empreendimentos priorizados pelo Fundo da Marinha Mercante supera R$ 23 bilhões, segundo o Ministério de Portos e Aeroportos.

Além do impacto direto na construção da embarcação, a atividade movimenta fornecedores, serviços especializados e mão de obra qualificada. Projetos anteriores da Belov já contribuíram para a formação de profissionais e para a manutenção de uma cadeia produtiva ligada à construção e à operação de embarcações no estado.

A construção do Belov Arembepe reforça, assim, a participação da Bahia em um segmento que reúne engenharia, indústria, serviços marítimos e atividades relacionadas à exploração de petróleo e gás.

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